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Disputa pelo Senado está embolada, diz Paraná Pesquisas
Disputa pelo Senado está embolada, diz Paraná Pesquisas
Por Administrador
Publicado em 11/05/2026 12:06
POLITICA
Disputa pelo Senado está embolada, diz Paraná Pesquisas

A Paraná Pesquisas divulgada nesta segunda-feira (11) mostra a disputa ao Senado no Paraná ainda aberta, com Alvaro Dias na frente quando aparece na lista, Filipe Barros (PL-PR) numericamente à frente no cenário sem Alvaro, Gleisi Hoffmann (PT-PR) competitiva apesar da alta rejeição e Deltan Dallagnol (Novo-PR) carregando uma dúvida jurídica que pode mexer na chapa da direita.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 57 municípios entre 8 e 10 de maio, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais e 95% de confiança. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-00323/2026.

Na eleição para o Senado, o eleitor escolherá dois nomes. Por isso, a pergunta estimulada da Paraná Pesquisas permitiu que cada entrevistado citasse até dois candidatos. O dado não mede apenas voto individual. Ele também antecipa a força das chapas, dos palanques e das dobradinhas que ainda serão negociadas até agosto.

No cenário com Alvaro Dias, o ex-senador lidera com 39,3%. Deltan Dallagnol aparece com 26,1%, seguido por Gleisi Hoffmann, com 25,2%, Filipe Barros, com 23,6%, Alexandre Curi (Republicanos), com 22,4%, Cristina Graeml, com 14,5%, Rosane Ferreira, com 5,4%, e Hauly, com 3,1%.

Sem Alvaro Dias, a disputa fica embolada. Filipe Barros marca 30%, Deltan Dallagnol tem 29,3%, Gleisi Hoffmann aparece com 27,4% e Alexandre Curi soma 27,3%. A diferença entre o primeiro e o quarto colocado é de apenas 2,7 pontos, praticamente dentro da margem de erro geral.

No terceiro cenário, sem Alvaro Dias, Alexandre Curi e Cristina Graeml, Filipe Barros sobe para 38,7%, Deltan Dallagnol vai a 35,3% e Gleisi Hoffmann chega a 29,1%. Rosane Ferreira aparece com 12,4% e Hauly fica com 6,7%.

A fotografia favorece a direita nos números secos, mas o caso Deltan impede leitura simples. O ex-deputado teve o registro de candidatura cassado por unanimidade pelo TSE em 16 de maio de 2023, decisão que tirou seu mandato na Câmara dos Deputados. O tribunal entendeu, naquele julgamento, que ele deixou o Ministério Público Federal para escapar de procedimentos disciplinares que poderiam torná-lo inelegível.

A questão central para 2026 é que essa controvérsia ainda precisa ser enfrentada no calendário eleitoral próprio. Deltan diz ter condições de disputar, mas o Blog do Esmael já mostrou que ele poderia pedir um Requerimento de Declaração de Elegibilidade (RDE) ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para tentar obter uma resposta antecipada sobre sua situação.

Até aqui, não há confirmação pública de que Deltan tenha feito esse movimento. Isso transforma seus 29,3% no cenário sem Alvaro e seus 35,3% no cenário mais enxuto em capital eleitoral com risco jurídico. Para os aliados de Sergio Moro (PL), o problema não é pequeno: uma vaga ao Senado pode ficar pendurada em uma candidatura que talvez tenha de ser substituída no meio do caminho.

A rejeição também pesa na conta. Gleisi Hoffmann lidera esse índice com 47,5%. Alvaro Dias tem 12,6%, Deltan Dallagnol aparece com 10,3%, Filipe Barros com 6,2%, Alexandre Curi com 5,8%, Cristina Graeml e Hauly com 5,2%, e Rosane Ferreira com 3,7%.

A margem de manobra ainda é grande porque a chapa majoritária não está fechada. O calendário do TSE permite convenções partidárias até 5 de agosto para escolha de candidatos a governador, senador e suplentes. O prazo final para requerer o registro das candidaturas é 15 de agosto.

Esse prazo interessa diretamente ao Palácio Iguaçu. A novidade política da Paraná Pesquisas, até aqui, é que Sandro Alex (PSD) continua em cima do telhado na sucessão de Ratinho Junior (PSD). Se o candidato ao governo não decolar, toda a composição do Senado pode ser revista, porque os dois votos dependem da cabeça de chapa, da aliança nacional e da capacidade de cada grupo transferir voto.

Alexandre Curi é o nome que mais sente essa instabilidade. Ele aparece com 22,4% no cenário com Alvaro e 27,3% no cenário sem Alvaro. Pode dialogar com a chapa governista, com parte da direita e até com arranjos mais amplos, mas seu destino depende da engenharia maior: se Sandro fica, se Greca entra, se Moro consolida palanque próprio e se Ratinho decide reorganizar o jogo.

A pesquisa mostra que o Senado no Paraná não será decidido apenas por recall. Alvaro tem memória eleitoral. Filipe Barros tem base bolsonarista. Deltan tem voto, mas carrega o RDE como pergunta não respondida. Gleisi tem musculatura petista, mas precisa reduzir rejeição. Curi tem espaço de composição, mas depende da chapa estadual.

O Senado virou a eleição das chapas. E, nesse ponto, a fragilidade de Sandro Alex deixa o Palácio Iguaçu sem uma âncora clara para organizar os dois votos até agosto.

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