No juízo do Juiz a lei não é igual para todos?
Qualquer cidadão comum que faça menção pejorativa ou de desacato à uma autoridade é condenado, preso, com perda de todos os direitos civis.
Mas: os pesos e as medidas diferentes à "bandido bom", fazem toda a diferença.
O Juiz Milton Lívio Lemos Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, está em liberdade plena, sem monitoramento e gozando de todos os direitos civis.
Acha pouco? Tem mais. Ele continuará recebendo sua remuneração normal de magistrado.
Em junho de 2026, ele recebeu R$ 83.583,55 líquidos, segundo a folha do (TJMG) Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
O magistrado foi apenas afastado da função após aparecer em uma sessão virtual "bebendo vinho, fumando, gravar vídeo chamando colegas do TJMG e ministro do STF de Corruptos".
Os processos sob sua responsabilidade serão redistribuídos, e ele está impedido de utilizar instalações e veículos oficiais para fins funcionais.
A apuração tramita em sigilo e não tem prazo informado para conclusão, sem nenhuma medida de cautela como "os juízes fazem" com os comuns e pequenos mortais.
O juiz já havia recebido uma advertência em 2022 após outro processo disciplinar. Em abril deste ano, a companheira dele também registrou ocorrência e pediu medidas protetivas, que foram concedidas pela Justiça.
São regalias à um "bandido bom", "criminoso do bem", quantos pesos e quantas medidas tem o judiciário??