Em um movimento que caiu como um terremoto nos bastidores, Greca abandonou o PSD de Ratinho Junior ontem quinta-feira (19) e já desembarcou no MDB cercado de caciques nacionais. Mas não foi só uma troca de partido. Foi um recado direto, alto e claro: a base governista está rachando — e feio.
No discurso oficial, clima de cordialidade. Nos bastidores, o cenário é outro: tensão, articulações aceleradas e medo de efeito dominó. A saída de um nome com o peso político de Greca escancara o que muita gente tentava esconder — o governo perdeu o controle da própria sucessão.
E mais: Greca não chegou tímido. Foi lançado como pré-candidato ao governo do Paraná, ocupando espaço e se colocando como protagonista de um jogo que até então parecia restrito ao grupo de Ratinho. Ele cresce, se posiciona e vira peça central no tabuleiro.
Enquanto isso, Sergio Moro corre por fora tentando se viabilizar em meio a alianças nacionais. Mas, nos bastidores, a leitura já é clara: Moro perdeu protagonismo no estado e vê seu espaço encolher diante de articulações mais sólidas e movimentos mais estratégicos.
E a crise não para por aí.
O nome da vez agora é Alexandre Curi. Ele está no centro de uma decisão que pode transformar o que já é grave em colapso político. Uma conversa decisiva com Ratinho Junior está marcada — e pode terminar com mais uma saída de peso do PSD.
Se Curi também deixar o partido, o que hoje é crise vira debandada escancarada. O grupo que sustentava o governo começa a desmoronar por dentro, bem no momento mais crítico do calendário eleitoral.
Nos bastidores, o clima é de guerra silenciosa. Greca e Curi já são vistos como parte de um mesmo movimento para desmontar o favoritismo interno de Guto Silva. A disputa pela herança política de Ratinho deixou de ser organizada — virou confronto direto.
E tem mais: o MDB agora surge como abrigo forte e competitivo, enquanto outras forças se reorganizam para tomar espaço. O PSD, que até então dominava o jogo, começa a perder terreno dentro da própria base.
O que parecia controle virou instabilidade.
O que era unidade virou disputa.
E o que era bastidor… agora virou crise aberta.
Se nada mudar rápido, Ratinho Junior pode assistir, de camarote, seu grupo se fragmentar — e sua sucessão escapar pelas mãos.