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Exame toxicológico passa a ser exigido para todos que tiram CNH: veja o que muda
Exame toxicológico passa a ser exigido para todos que tiram CNH: veja o que muda
Por Administrador
Publicado em 17/03/2026 14:24 • Atualizado 17/03/2026 14:27
Autos Carros
Teste poderá identificar consumo de drogas até seis meses após uso

Motoristas que pretendem obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para conduzir carros (categoria B) ou motocicletas (categoria A) passaram a ter que realizar exame toxicológico de larga janela de detecção.

A exigência, aprovada pelo Congresso Nacional, amplia uma regra que anteriormente era aplicada apenas a condutores profissionais das categorias C, D e E.

Com a mudança, o teste passa a integrar o processo de habilitação inicial para veículos leves, além de continuar obrigatório para motoristas profissionais, especialmente nas etapas de renovação da carteira.

Exame mais rigoroso irá identificar uso de drogas a longo prazoFreepik/Divulgação

A proposta tem como objetivo reforçar o controle sobre o uso de substâncias psicoativas que podem comprometer a capacidade de condução, contribuindo para reduzir riscos de acidentes no trânsito.

Exame detecta uso de drogas por meses

Diferentemente dos exames convencionais de sangue ou urina, o teste toxicológico possui uma janela de detecção mais longa.

A análise é feita a partir de amostras de cabelo ou pelos corporais, permitindo identificar o consumo de substâncias em um período que pode variar entre 90 e 180 dias.

Exame revela uso de drogas até 180 dias após consumoFreepik/Divulgação

Esse tipo de avaliação permite identificar o uso recorrente de drogas ao longo do tempo, e não apenas o consumo recente, o que amplia o alcance do monitoramento e aumenta a eficácia da fiscalização no processo de habilitação.

Drogas identificadas no exame

 

O exame é capaz de detectar diversas substâncias que afetam diretamente o sistema nervoso central e podem comprometer reflexos, atenção e capacidade de tomada de decisão ao volante. Entre as drogas analisadas estão:

 

Maconha (THC)

• Cocaína e derivados, como crack

• Anfetaminas e metanfetaminas

• Ecstasy (MDMA)

• Opiáceos, como morfina, codeína e heroína

A mudança visa aumentar a segurança no trânsito ao monitorar o uso de substâncias psicoativasFreepik/Divulgação

Coleta é simples e não invasiva

 

A coleta é realizada de forma rápida e não invasiva, utilizando pequenas amostras de cabelo ou pelos do corpo, normalmente retiradas da cabeça, braços, pernas ou tórax.

Após a coleta, o material é encaminhado para análise laboratorial com equipamentos de alta precisão capazes de identificar traços mínimos das substâncias.

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